Gentes x Gentes

on terça-feira, 11 de janeiro de 2011

No mês passado, a minha irmã ia entrando numa loja de conveniência, dentro de um posto de gasolina, quando viu um jovem sendo cruelmente agredido por um segurança. Ela não cruzou os braços como se isso não fosse problema nosso. Conseguiu apartar, chegou um taxista, a vítima foi socorrida no pronto socorro e tudo terminou na delegacia.                                         

No ano passado, o Brasil bateu um recorde triste e vergonhoso: O número de homossexuais assassinados no Brasil superou 250 casos. Em 2009, foram 198, segundo o Grupo Gay da Bahia. (GGB) Também assusta saber: Na década anterior, matava-se, em média, um homossexual a cada três dias. Nos últimos anos, essa média passou para um assassinato a cada um dia e meio. 

O rapaz socorrido por minha irmã é gay. Como ele não morreu, ficou de fora das estatísticas. Se continuarmos escrevendo essa História, talvez criem cotas para homossexuais nas universidades. Seria covardia de minha parte comentar que o agressor é negro? Poderia ser mais uma história de gente batendo em gente, claro! Mas o agressor gritava orgulhoso que era um negão surrando uma bichinha.

O que se sabe é que ódio é ódio e amor é amor em qualquer lugar do mundo. Possivelmente, a paz possa triunfar quando deixarmos de articular grandes vitórias em minorias. Podemos parar de pensar que somos todos irmãos e colocar isso em prática. Não há de ser mais difícil do que continuarmos lutando uns contra os outros e a favor de coisas.

7 comentários:

Ana Lucia Nicolau disse...

essa situação que sua irmã presenciou é muito triste e realmente precisa ser combatida....atitudes como a sua de divulgar e debater o assunto são favoráveis para tentarmos mudar mentalidades preconceituosas ...
abs

Jackie Freitas disse...

Oi Lu querida!
Infelizmente quanto mais informações as pessoas recebem, me parece que menos prontas estão para compreenderem sobre diversidades e, assim, aprenderem a conviver num mundo composto por diferenças. É lindo e poético pensar na paleta de cores que pintam um belo quadro ou na beleza de um arco-íris, composta por cores diferentes mas que criam unidade... Enfim, amiga...preconceitos existem como prova de que o homem ainda está preso em sua própria ignorância do pretenso "ser"...
Grande beijo,
Jackie

LISON COSTA disse...

Saudações!
Amiga LUCIANA:
De parabéns a sua irmãzinha que intercedeu em favor do rapaz e conseguiu evitar provavelmente mais uma morte. Essas coisas é que não concordo. Seja o ser humano, negro, gay, branco, rico ou pobre, um dia todos vão partir. Estamos por aqui de passagem e vamos todos para o mesmo buraco. É muito ódio e pequenez espalhada por esse mundo.
Parabéns pelo excelente Post!
Abraços fraternos,
LISON.

Eduardo disse...

Oi Lu, vim visitar o seu Blog e gostei muito... embora seja um país com uma miscigenação grande, somos intolerantes com gays, negros, nordestinos, pobres, acredito que pode mudar e isso só depende de nós, quanto mais pessoas puderem divulgar e lutar contra o preconceito, mais chances teremos de mudar este quadro. Parabéns a sua irmã pelo gesto de coragem. Muitos iriam fingir que nada viram... seria mais cômodo do que lutar.
Grande abraço e parabéns pelo Post.
Eduardo
(Comentários do Edu)

Vampira Dea disse...

Cheguei pelo Blogueiros do Brasil.
Oi é triste saber que ainda o preconceito e a falta de respeito as diferenças imperem no nosso país e pelo mundo afora e são justamente atitudes como esas tomadas por sua irmã que fazem a diferença. Ninguém precisa gostar ou comungar com a forma de viver ou preferência dos outros mas respeitar é uma obrigação.

manoel disse...

Oi Luciana!
A sua irmã foi muito corajosa e eu a parabenizo. Detesto pessoas que se aproveitam da sua força física para impor suas vontades. Se o rapaz agredido fosse mais forte que o agressor, mesmo sendo gay, com certeza isso não aconteceria. Então a grande questão é que esses marginais se aproveitam da sua constituição física ou se une a grupos pra fazer o que fazem. São todos bandidos que devem ser punidos sempre. Espero que esse seja!

Paz!
Manoel

Blogueiros do Brasil disse...

A Camila foi dez ! Não sei se minhas reminiscências estão erradas, mas acho que a ouvi ou à sua xará, Luciana, mencionarem essa ocorrência no programa Blá Blá Blá do Amor. Em nenhum momento passou pela cabeça da Camila que poderia se tratar de uma briga de casal ? Muitos vêem em casos assim uma tentiva desesperada de auto-negação de um desejo enrustido. O tal negão era baixinho ou era alto ? Aposto que era alto. Sabe como eu sei ? Por causa da sua atitute, da "alto-nega-em-ação". Essa é fraquinha. Mas, no rádio , "só de ouvido" , poderia funcionar.

beijins

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