Faz-me rir!

on sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Humor do bom pode ser sacana. Ou não. Mas sempre apresenta o lado B das paradas. Até as licenças poéticas acenam um “ Beija eu” para sacanagens do bem. Eu tenho um amigo viciado em sabores artificiais. Tanto que quando consegue comprar morango ou tangerina sempre acha que a fruta de verdade veio com defeito. Po, Omar! Que ingenuidade! Toma aqui uma banana, bobinho! Se souber dar nó em pingo d´água, hummm, sai até um refresco, hein? Experimente cuspir um caroço qualquer no quintal e verá o verde amadurecer. 
                                                                                                            
Mesmo uma comédia infantil só é doce quando a gente sabe colher enquanto se diverte. Pegar um limão e fazer uma limonada, colocar o açúcar na medida certa, escolher humildade sem humilhação, tomar sátira como caipirinha, quente ou gelada... Rir do ácido, por vezes até do amargo, sofrer de um lado, gargalhar do outro... Se rir é o melhor remédio, nem sempre o sabor é abacaxi. Nem sempre o que arde cura e o que aperta segura, mas, convenhamos, um riso homérico liberta. Humor é efervescente, igual ao antídoto para azia. Recolhe do pesado, o leve. Devolve as asas. Acalma mais do que suco de maracujá concentrado.



 

Mas digerir irreverência tem contra-indicação. Não é recomendável para quem sofre sensação de queimação causada por gargalhadas alheias... Dessas que saem inesperadamente. “O menino pergunta: Pai, peido pesa? E o pai: Claro que não! E o filho: Ih, então me caguei!” Credo, que nojo? Que palavreado vulgar?

Pior do que veneno de Coringa? Ficção diverte! E vida? Rita Lee, com licença, pois não é que tudo, digerido, o herói e o dedo-duro, a ditadura e o oprimido, sua boca e seu loló, tudo vira bosta! A criança cresce e aprende a jogar as cacas no ventilador. Como aprende porcaria! Tudo bem, se é o papel do adulto, que seja! Se fosse criança, nascia sabendo e não aprendia. Mas também é coisa de gente grande expressar manobras hilárias e rir de piadas. 

O meu amigo Omar, que se acostumou com gostos de mentirinha, chora de rir até em fila de caixa eletrônico, mesmo se a grana não der para o supermercado. Seria tempo perdido chegar a vez e o saldo estar negativo. Mas se encontrou graça na fila, chegou mais perto do positivo, mesmo sem neutralizar o danoso. É quando ele cospe esperanças quaisquer sem confeitos, mas com efeito de super. 

É heróico morrer só de rir até quando tiver que ser! Mesmo que não haja o que comer para depois virar... Nossa, que forte! Depois dessa salada de frutas, o cheiro ficou insuportável aqui! Seriam gases lacrimogêneos? Que mmmm, digo, ingenuidade a minha, hein Omar? Eu volto depois.

7 comentários:

Neusa Fiesta disse...

MARAVILHA LUCIANA, ADOREI!
Um dia depois
Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta...

HAHAHAHA - PARABÉNS!
BEIJOSSSSSS

Maurício disse...

Ainda bem que sou um cara mau humorado......

terezab disse...

Queria ter capacidade de rir até em fila de caixa eletrônico...mas esse meu jeito muito verdadeiro de ser, matou aquela deliciosa ingenuidade que faz a gente achar graça até do que não tem graça nenhuma...ou teria?? e eu é que não sei!?
ADOREI...não sei se interpretei como deveria, mas de verdade, eu gostei.
abração carinhoso

ecacaraubensesho disse...

Luciana, isso é uma "viagem" à base de ácido lisérgico? Vai ser difícil algum "tapado" ler nas entrelinhas o aí implícito. O vulgo só entende o tapa na cara, pois sutileza passa longe do alcance de suas capacidades mentais medíocres. De fato, digerir irreverência não é recomendável para quem se "queima" com as gargalhadas alheias. Mas muito menos são os que sabem sorrir de si mesmos. No mais, caríssima, esse Omar e eu temos MUITO em comum.
Ah... E PARABÉNS! Suas verve e ortografia são excelentes. Somente pessoas com este nível deveriam blogar, não os analfabetos que defecam suas excrescências na blogosfera.

Manoel disse...

Humor inteligente. Não mata de rir mas deixa a gente contente. E o abacaxi, quem diria, é doce. Essa você sabia?

Paz!

Manoel

Fernandez disse...

Olá Lu querida!
Rir da fila de caixa eletrônico... não consigo. :-)
Acredito que rir seja realmente o "melhor remédio". Mas procuro tomar cuidado para não tomar uma dosagem excessiva... se bem que as vezes... ;-) rsrs
Beijos, Fernandez.

mundo virtual disse...

Sou muito sério,rir não é muito fácil,mas confesso ri muito com o bom humor dos blogueiros,imagine a cena eu na frente do pc rindo sozinho que nem um bobo,minha esposa fica pirada,diz que estou ficando meio doido com esses blogs,rs,rs,rs,meio não,doido completo por blogs!!
ótimo post!!
valeuuu...
bjsss!!

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